Autor(a)
Marina Castellani
Pesquisadora do Sono e Escritora
Pesquisadora do sono. Caderno na cabeceira, caneta reserva do lado.
Marina passou oito anos codificando relatos de sonho num laboratório do sono antes de trocar a academia por escrever para quem sonha de verdade. Ela assina a camada psicológica do livro — o que um símbolo tende a significar segundo a pesquisa, e onde o folclore entra, sempre com etiqueta. O método continua o do laboratório: primeiro o relato do sonho, do jeito que a pessoa contou, antes de qualquer teoria encostar nele. Um símbolo, ela gosta de dizer, é palavra de uma língua que só uma pessoa fala fluentemente — o dicionário dá a gramática, mas o sotaque é de quem sonhou. Cada verbete dela carrega três camadas, claramente separadas: o que os estudos encontraram em milhares de relatos, o que as tradições interpretativas dizem há séculos, e as perguntas que a leitora pode se fazer para fechar a distância entre as duas. Ela é rigorosa com a diferença entre padrão e profecia: sonho, na leitura dela, fala menos do futuro e mais da atenção — mostra aquilo em que sua mente continuou trabalhando depois que você parou de olhar. O que se ensaia de noite diz muito sobre o que se está pronto para mudar de dia; é por isso que ela leva sonho a sério. As cartas de leitor que mais chegam são sobre dente e cobra, e ela responde todas. O caderno segue na cabeceira. A caneta reserva agora tem reserva.
Writes about: pesquisa do sono, símbolos oníricos, ciência do sono.
Elsewhere: instagram.com